Crítica: A teoria de tudo

A emocionante história sem emoção de Stephen Hawking.

Por: Danival Brum
Antes de começarem de me bombardear, deixem-me explicar com mais clareza o título desta critica.

A teoria de tudo é um filme emocionante. Nele temos contado os momentos em que a esposa de Stephen Hawking, interpretada com muita categoria por Felicity Jones, seguindo a narrativa do livro biográfico Traveling to the Infinity: My Life with Stephen, conta a história de vida casada dela e do até então desconhecido jovem Hawking e sua descoberta e vida com uma doença degenerativa numa visão dinâmica dos acontecimentos, sem a devida importância a fatos relevantes.


Não estou querendo dizer que o filme é pouco emotivo ou que tenho coração de pedra. É que como nerd que sou, pouco conhecedor mas atento a vida de Hawking, achei que encontraria um filme avassalador, pois a própria vida desse gênio vivo foi e é extremamente comovente.

Infelizmente o filme não passou isso em nenhum momento. Apesar de ser um longa com uma trilha sonora bem posta, bem colocada, com uma maquiagem de dar inveja a muitas grandiosas produções, o enredo não trata com o devido fervor a tragédia que se é descobrir uma doença tão grave que é a de Stephen e como são terríveis e dolorosas a degeneração e a degradação, nos passando a impressão que a doença e sua gravidade é apenas uma coisa a mais... Algo que está ali o tempo todo mas que não tem exatamente uma importância grandiosa na estória contada.

Fiquei muito surpreso ao ver que a honestidade da esposa de Stephen não se pôs a prova, mas também não foi explicitada. Por não ter lido o livro não saberia dizer se foi um erro do filme ou um respeito a pessoa de Hawking.

Conclusão
A teoria de tudo pode se dizer que é um filme emocionante, mas que não é surpreendente por conta do seu jeito certinho, sem grandes momentos memoráveis, e que poderiam ter sido muitos (afinal de contas, é um filme sobre Stephen Hawking, oras bolas...) e se salva exatamente pela brilhante e marcante atuação de Eddie Redmayne no papel principal e que, em vários momentos, nos faz ter a total noção do sofrimento de ter uma doença degenerativa, e também de Felicity Jones, que categorizou brilhantemente o papel de esposa forte dedicada, mas que passa por momentos frágeis.

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Sobre: Diones Santana

Após ter entrado para a escola de magia e bruxaria de Hogwarts, ter vivido longos anos na terra média ao lado de Hobbits, conheci o filho de Jor-El ainda quando ele era Clark Kente ter entrado em um fliperama para conhecer Tron! Hoje estou aqui compartilhando minhas paixões com vocês, porém me acompanhe para que eu não caia na zona fantasma.

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