O remake do que nunca foi contado: José Padilha e seu Robocop preto Caveirão Tropa de Elite.

Veja a crítica de Danival Brum... sobre o filme Robocop.

Por: Danival Brum
Aprendi cedo que a vida tem que tentar ser vivida sem gerarmos por nós mesmos (ou pelos outros) expectativas em relação as coisas. Quando eu vi pela primeira vez o trailer do remake de um de meus vários heróis de infância sendo exibido, meus olhos lacrimejaram. Olhei para meu irmão e disse: “cara, estão filmando um remake de Robocop” e pronto, tudo era expectativa.

Meses se passaram e lá estou ela na fila do cinema para assistir um filme de ação e ficção cientifica futurista fodão sobre um robô humano... já começava a imaginar cenas de muita ação e tiroteio com efeitos especiais incríveis: “como seria o Robocop filmado e feito com a tecnologia visual que temos hoje?”. Malditas expectativas. Começa o filme e... e... e... cadê a ação? Cadê o Robocop fodão do trailer atirando em tudo que se mexe? ... de novo: Maldita expectativa.

Ok, o filme não é todo uma monotonia e o molde dele se explica da seguinte forma: um “filme que pode ser inserido dentro do primeiro filme” da franquia que explicaria como o agente Alex Murphy se tornou o Robocop, seguindo a visão da empresa que o constrói. Isso ainda não tinha sido mostrado com tamanha riqueza de detalhes (diga-se de passagem a cena em que Murphy se vê sem a armadura). Só que essa riqueza de detalhes transformou parte do filme que deveria ser de ação em um pequeno melodrama mexicano sem fim, que, é claro, é o estopim para o que se tornaria o Robocop que conhecemos.

A trilha sonora se seguiu sem uma fonte claríssima de identidade. Creio que isso se deve ao fato de que os sons produzidos pela movimentação do Robocop pelo ambiente estarem acima do que seria a trilha, o que é muito bem aceito por todos, já que, quem quando criança ou adolescente já não imitou um robô imitando os sons do Robocop? Diga-se de passagem, até mesmo um movimento simples de dedos produzem sons... e isso está incrivelmente bem sincronizado no filme.

Algumas pessoas tiveram dificuldades de entender o Black Robocop, que se explica facilmente por ser o personagem que vivenciou aquela trama Política, Empresarial e Familiar e que não foi mostrada nos outros filmes com tantos detalhes e sim, é muito bem cabível a armadura de cor diferente da usual, a Silver.

ROBOCOP é um filme mais explicativo sob o âmbito de algo que não foi minuciosamente detalhado nos filmes da franquia original e não deve ser visto como um filme para saciar a sede de algo realmente bom e inovador para um personagem heroico como Alex Murphy. Se vale a pena assistir, vai depender muito, pois, como falado, o filme terá sabores diferentes para quem já conhece a história contada, mas pode ser excelente para quem nunca viu uma película da franquia.

Por: Danival Brum

Encaro como um filme mediano, muito bom para assistir na sessão da tarde e que tinha um potencial que foi malditamente mal usado (ou não usados). Quer assistir? Vá em um dia de meia entrada para não gastar dinheiro à toa.
NOTA GERAL: 4,5

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Sobre: Diones Santana

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